O melanoma é um dos tipos mais agressivos de câncer de pele. Embora seja menos frequente do que outros tumores cutâneos, como o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, ele apresenta maior potencial de disseminação para outros órgãos quando não é diagnosticado precocemente.
Esse tipo de câncer se desenvolve a partir dos melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina, o pigmento que dá cor à pele. Essas células estão distribuídas por toda a pele, independentemente da raça, e quando se agrupam de forma benigna formam os chamados nevos melanocíticos, popularmente conhecidos como pintas.
No entanto, por diferentes fatores, esses melanócitos podem sofrer alterações genéticas e se transformar em células malignas. Como resultado, ocorre uma multiplicação desordenada que dá origem ao melanoma.
Atualmente, a incidência da doença cresce em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 150 mil novos casos são diagnosticados anualmente. No Brasil, estima-se uma média de aproximadamente 6 mil novos casos por ano.
Apesar de sua agressividade, o melanoma apresenta altas chances de cura quando identificado nas fases iniciais. Por isso, conhecer seus sinais e realizar avaliações dermatológicas periódicas fazem toda a diferença.

Como o melanoma se desenvolve?
Na maioria dos casos, o melanoma apresenta inicialmente uma fase de crescimento superficial, conhecida como melanoma fino. Durante esse período, as células malignas permanecem restritas às camadas mais superficiais da pele.
Consequentemente, esse é o momento ideal para o diagnóstico e o tratamento cirúrgico, que pode proporcionar a cura da doença e reduzir significativamente o risco de mortalidade.
Entretanto, os melanomas iniciais costumam ser discretos e, muitas vezes, passam despercebidos durante o exame visual comum. Por esse motivo, a dermatologia conta atualmente com um importante recurso para aumentar a precisão diagnóstica: a dermatoscopia.
Esse exame permite visualizar estruturas invisíveis a olho nu e identificar alterações precoces nas lesões pigmentadas, aumentando consideravelmente a capacidade de detectar o melanoma em estágios iniciais.
Além disso, o diagnóstico precoce tem contribuído diretamente para o aumento da sobrevida dos pacientes. Atualmente, a sobrevida média em cinco anos no Brasil é estimada em cerca de 56%, enquanto em países desenvolvidos pode ultrapassar 70%.
Quem tem maior risco de desenvolver melanoma?
Embora qualquer pessoa possa desenvolver melanoma, alguns fatores aumentam significativamente esse risco.
Entre eles estão:
- Histórico pessoal ou familiar de melanoma;
- Pele clara que se queima facilmente ao sol;
- Cabelos loiros ou ruivos;
- Olhos claros, principalmente verdes ou azuis;
- Exposição intensa e intermitente ao sol;
- Queimaduras solares graves na infância ou adolescência, especialmente com formação de bolhas;
- Uso de câmaras de bronzeamento artificial;
- Presença de muitas pintas, sardas ou nevos atípicos.
Cerca de 40% dos melanomas surgem a partir de pintas já existentes. Por outro lado, aproximadamente 70% aparecem em regiões da pele onde anteriormente não existia nenhuma lesão pigmentada. Portanto, qualquer nova mancha ou alteração merece atenção.

Principais tipos de melanoma
O melanoma pode se apresentar de diferentes formas clínicas. Os quatro tipos mais comuns são:
Melanoma Extensivo Superficial
É o tipo mais frequente. Geralmente cresce lentamente sobre a superfície da pele antes de invadir camadas mais profundas.
Melanoma Nodular
Apresenta crescimento mais rápido e costuma formar um nódulo elevado. Por isso, exige diagnóstico ainda mais precoce.
Melanoma Acral Lentiginoso
Surge principalmente nas palmas das mãos, plantas dos pés e sob as unhas. É o tipo mais comum em pessoas negras e asiáticas.
Lentigo Maligno Melanoma
Ocorre principalmente em áreas de pele com grande exposição solar ao longo da vida, especialmente em idosos.
Além desses, existem formas mais raras, como o melanoma desmoplásico, amelanótico e neurotrópico.
Como identificar um possível melanoma?
Como a pele é um órgão de fácil observação, o autoexame é um importante aliado na identificação precoce.
Fique atento ao aparecimento de:
- Novas manchas ou pintas;
- Lesões pigmentadas ou sem pigmentação;
- Alterações no formato, tamanho ou cor de uma pinta já existente;
- Coceira persistente;
- Irritação;
- Sangramento espontâneo.
Caso observe qualquer uma dessas alterações, procure um dermatologista o quanto antes.
Além disso, pessoas que já tiveram melanoma possuem um risco até dez vezes maior de desenvolver uma nova lesão, especialmente nos dois primeiros anos após o diagnóstico. Dessa forma, o acompanhamento regular torna-se indispensável.
Dermatoscopia: tecnologia que aumenta a precisão do diagnóstico
Muitas lesões pigmentadas apresentam características muito semelhantes entre si. Por isso, nem sempre é possível diferenciá-las apenas com o exame clínico.
A dermatoscopia é um exame complementar, indolor e cientificamente validado que amplia a visualização das estruturas da pele.
Enquanto o diagnóstico realizado apenas pela avaliação clínica apresenta acurácia em torno de 75%, a utilização da dermatoscopia pode elevar essa precisão para aproximadamente 90%.
Quando existe suspeita de melanoma, o dermatologista poderá indicar uma biópsia para análise histopatológica e confirmação do diagnóstico.
Como prevenir o melanoma?
Embora não seja possível evitar todos os casos, algumas medidas reduzem significativamente o risco de desenvolver melanoma.
Entre elas estão:
- Utilizar protetor solar diariamente;
- Evitar exposição ao sol entre 10h e 16h;
- Usar chapéus, óculos escuros e roupas com proteção UV;
- Nunca utilizar câmaras de bronzeamento artificial;
- Realizar o autoexame da pele regularmente;
- Consultar o dermatologista pelo menos uma vez ao ano, especialmente pessoas com histórico familiar ou muitas pintas.
Além disso, campanhas de conscientização reforçam continuamente a importância do diagnóstico precoce, já que o melanoma identificado nas fases iniciais apresenta elevadas taxas de cura.
Cuide da sua pele com acompanhamento especializado
A prevenção continua sendo a melhor estratégia contra o melanoma. Observar a própria pele, adotar hábitos de proteção solar e realizar consultas periódicas são atitudes que podem salvar vidas.
Na Pelle Digitale, você conta com dermatologistas especializados na avaliação de pintas, dermatoscopia digital e diagnóstico precoce do câncer de pele. Se você percebeu qualquer alteração na pele ou faz parte do grupo de risco, agende uma consulta e receba uma avaliação completa e personalizada.



