Nevos Melanocíticos: O que são e como cuidar

Nevos Melanocíticos: O que são e como cuidar

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Nevos Melanocíticos: O que são e como cuidar

Os nevos melanocíticos aparecem como lesões planas ou elevadas, variando em cor da pele ao preto azulado. Agrupamentos ou ninhos de melanócitos, as células que produzem a melanina (o pigmento que dá cor à pele), constituem essas lesões. Na linguagem popular, chamamos os nevos de pintas, sinais ou verrugas, dependendo de seu aspecto.

Nevos Melanocíticos adquiridos ou comuns

Surgem após o nascimento e são encontrados na maioria dos adultos. Apresentam diversas características clínicas, desde manchas planas, ligeiramente salientes, verrucosas, pedunculadas ou em pêndulo.

Geralmente começam a surgir na infância, aumentando em número até a meia-idade, quando seu número tende a diminuir. Habitualmente são uniformemente pigmentados.

A maioria dos nevos melanocíticos adquiridos não exige tratamento.

Realizamos a excisão na grande maioria dos casos por motivos estéticos, especialmente quando a lesão está em uma área sujeita a traumatismo crônico (por exemplo, na área da barba) ou em locais de difícil acompanhamento clínico das mudanças, como no couro cabeludo.

Quando um nevo exibe algum sinal suspeito de transformação maligna, como assimetria no formato, bordas irregulares, cores diferentes na mesma lesão, crescimento expansivo, ulceração, sangramento ou inflamação, um médico dermatologista deve examiná-lo. O dermatologista poderá indicar ou não a excisão da lesão para biópsia.

Atualmente, o exame de dermatoscopia tem se mostrado uma arma valiosa na avaliação dos nevos e identificação de lesões suspeitas de câncer (melanoma), que necessitam de excisão cirúrgica. A dermatoscopia aumenta em 35% a acurácia diagnóstica quando associada ao exame clínico.

Nevos Melanocíticos Congênitos

São aqueles nevos presentes ao nascimento. Ocorrem em 1% dos recém-nascidos e se caracterizam por lesões pigmentadas de tamanhos variados, formato arredondado ou ovalado, de limites nítidos. Podem ter superfície lisa ou rugosa, apresentar pelos, e sua coloração varia do marrom ao negro.

Algumas vezes essas lesões podem atingir grandes extensões da pele, sendo denominadas nevos congênitos gigantes.

Nesses casos, o risco de transformação maligna para melanoma é maior do que nos indivíduos em geral.

O seguimento dos pacientes com nevos congênitos inclui exame dermatológico periódico. Os nevos que apresentarem alterações morfológicas suspeitas podem ser retirados cirurgicamente.

Nevos Displásicos

São nevos com características clínicas e histológicas próprias, sendo marcadores de indivíduos com maior risco de desenvolvimento de melanoma. Distribuem-se predominantemente no tórax, mas podem estar localizados nas nádegas, mamas, couro cabeludo, pernas, enfim, por todo o corpo.

Suas características morfológicas evidenciam bordas irregulares, pigmentação irregular e variável do marrom claro ao marrom escuro, até mesmo com tonalidades róseas.

Apresentam limites mal definidos em relação à pele normal. Podem não ter relevo, mostrando-se como manchas na pele, ou apresentar superfície granulosa. Muitas vezes sua característica clínica lembra um ovo frito, com uma porção mais saliente e escura central e bordas mais claras na periferia.

O melanoma pode surgir sobre um nevo displásico, sobre um nevo adquirido comum (sendo neste caso um precursor de melanoma) ou sobre a pele aparentemente normal (neste caso, os nevos displásicos ou múltiplos nevos melanocíticos comuns são apenas marcadores de risco para o melanoma).

Os pacientes com nevos displásicos devem ser seguidos periodicamente com exame clínico e dermatoscopia com registro fotográfico (Mapeamento Corporal – Dermatoscopia Digital). O exame não vai prevenir o surgimento de melanoma, mas permite realizar diagnósticos muito precoces, quando o melanoma ainda é curável.

Retiramos a lesão cirurgicamente e a enviamos para exame histopatológico quando suspeitamos clinicamente ou dermatoscopicamente de melanoma. O registro fotográfico e seguimento dermatoscópico das lesões possibilitam a retirada correta de lesões suspeitas de melanoma e o diagnóstico precoce do melanoma. Por outro lado, evita-se a retirada cirúrgica desnecessária de muitas lesões benignas, que por vezes só deixariam cicatrizes inestéticas.

Cuidados e prevenção

Para prevenir complicações, recomenda-se:

Monitorar regularmente os nevos: Observe qualquer alteração nas pintas existentes e o surgimento de novas.

Proteger a pele do sol: Use protetor solar diariamente e evite a exposição solar excessiva.

Consultar um dermatologista: Realize exames dermatológicos regulares para avaliação profissional.

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